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E chegando à noitinha
Regando o meu jardim
misturava a cor das rosas
e o cantar alegre das aves
com outras flores formosas.
Da nascente a água fresca
um bálsamo da Natureza
contornavam os desacatos
do coaxar das rãs na represa.
Quando o rio convidava
de cana na mão ia à pesca.
O prazer da dança dos peixes
no desalinho da linha
para mim era uma festa.
CONTINUO:
Pois eu rego os meus canteiros 5) É que toda a gente gosta
Bem cedo,pela manhã, Destes « frutos» sazonais
Rosas, zínias e craveiros, Que o rio não dá à costa
Que não têm nada de arteiros, E pescá-los, da encosta,
Ouvindo música sã: É difícil por demais.
É o alegre chilrear Dantes, havia pesqueiras,
De toda essa passarada Que agora estão afundadas
Que volteja, pelo ar, E o povo das costeiras,
E eu olho, lá da sacada, Passando muitas canseiras,
Muito contente, a cantar, Traz lampreias arranjadas.
Seguindo-lhes a toada.
E então, com satisfação,
Mas há outros sons por lá, Reúnem logo as famílias
Que enchem nossos ouvidos. Umas, lá no casarão,
Vêm dos regatos que há Outras, debaixo das tílias,
Com seus anfíbios, coaxando, P'ra uma bela refeição.
E mais bichos destemidos.
Há festa durante os meses,
O Douro, bem lá ao fundo, Que vão de janeiro a abril.
Só dá p'ra pescar à cana. E eu vejo, muitas vezes,
Com barragens, é profundo Emigrantes portugueses
E as lampreias e sáveis A regressar p'lo repasto
Que são muito indispensáveis Aos magotes, mais de mil.
Não chegam nem p'ra meio mundo.
Beatriz de Bragança Santos
18 comentários:
Querida Beatriz
Quanta generosidade na sua apreciação!
A verdade é que o meu texto foi escrito “ao correr da pena”.
Vou confiar-lhe um segredo.(brincadeira...) Tenho uma passadeira na varanda, onde faço, diariamente 2,5 a 3 quilómetros (depende do cansaço…). Ligo a música baixo, só para afastar o silêncio, e “caminho” dando passadas e, ao mesmo tempo, dando largas ao pensamento. Muitas vezes até fecho os olhos… É nesses momentos que me vêm à ideia muitas das coisas que escrevo.
Quando acabo a caminhada, e antes que esqueça, sento-me ao computador e escrevo…
E foi exactamente assim que surgiu o texto que postei no dia 6.
Também eu vejo fotos – tenho a casa exactamente como estava quando o meu marido partiu – e, ao contrário do que poderia parecer, isso ajuda-me imenso a aguentar a dor que ainda é muito forte. E, com os filhos e até com a empregada, falo imensas vezes nele. E sinto-me mais leve.
Pelas suas palavras, minha querida, parece-me que terá perdido alguém importante para si… será verdade? Desculpe se sou indiscreta, mas fiquei… intrigada. Se não quiser, não responda, eu entendo.
Agradecendo uma vez mais, deixo um beijinho muito GRANDE
Acho interessantíssimos estes duetos com a Manuela. O de hoje está particularmente bonito.
Parabéns às duas.
PS - A minha próxima postagem será no dia 14, como habitualmente.
Oi Beatriz
Lindo seu versejar
Tem muita criatividade e talento
Parabéns
Beijos
Lua Singular
Que bonita la poesía, toda palabras tiernas hacia la naturaleza. Un besazo.
Vocês fazem uma dupla de sucesso.
Criam poesia de grande qualidade.
Os meus parabéns a ambas.
Beijinhos
Irene Alves
OI BEATRIZ!
LEGAL ESTE TEU DUETO COM A MANUELA,LINDO DEMAIS.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Oi, Beatriz!!
Oi, Manuela!!
Como o simples ato de regar as plantas pode render tão rica parceria!?
Parabéns mais uma vez, meninas!!
Beijus,
Boa noite...
Hoje estou aqui pra desejar que o amor esteja presente em sua vida não só em datas especiais, como o dia dos namorados, mas que possa achar lugar em seu coração em todos os instantes do ano, pois não há nada mais maravilhoso que amar.
Amar ao próximo, amar a si mesmo, amar a vida e tudo de bom que ela tem a oferecer.
Beijos
Ani
Oi querida
Passando para agradecer o comentário no meu blog
Obrigada
Beijos
Lua Singular
Dueto tão lindo de duas poetisas amigas. A-DO-REI! beijos e parabéns às duas,chica
BRAVO!BRAVO!
Manuela e Beatriz, fez-me lembrar um pouco a "desgarrada", que eu assistia no restaurante "A Desgarrada", quando eu morei no Rio de Janeiro. Não sei se ainda existe. Serviam deliciosos pratos portugueses, ouvíamos Fados e depois, uma "gostosa" desgarrada". Os frequentadores davam um "mote" e a cantoria rolava lindamente.
Parabéns, Beatri, adorei!
Beijos, da Lúcia
A Manuela Barroso é uma das grandes poetas do blogosfera. É impressionante o génio poético que ela possui.
Por isso, é inteiramente merecido o destaque que deste à sua excelente poesia.
Querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beuijo.
Querida Beatriz
Muito obrigada pelas sua palavras, sempre generosas.
Dentro de momentos, à meia noite, vai para o ar o novo post.
Espero que goste.
Beijo muito carinhoso
Amiga,muito obrigada por ter vindo ao meu blog com tanta simpatia,fico grata por isso.
Não tem importância vir atrasada,é sempre hora para receber carinho espero poder retribuir à altura.
Desejo-lhe um bom fim de semana,com um beijinho.
Miuíka
Oi querida!
Achei lindo esse modo de fazer poesias
Está lindo...
Beijos
Lua Singular
Uma desgarrada sim, sem pretenciosismos senão os da simplicidade de que também é feita a nossa vida!
A ti minha querida amiga de há longos anos, te "parabenizo" por tão lindas poesias, tão cheias de graça e encanto.
Beijinhos enormes aos nossos amigos comuns que são do melhor do mundo e que tanta companhia nos fazem.
aquele abraço querida
Que maravilha de sintonia com as belezas da natureza que enchem os olhos e todos os sentidos e há uma cumplicidade de poetizar, que me faz aplaudir estas duas amigas neste belo trabalho ao mundo da poesia.
Lindo Beatriz.
Meu terno abraço.
Beijo de paz e luz.
Lindo Poema.Andei passeando pelo blog e vi lindas mensagens. Qualquer dia volto para levar emprestado algumas, feitas com amor e carinho.. Parabéns...Claro que farei os devidos créditos.
Sandra
Olá, meninas!
Voltei a ler com mais atenção esta vossa desgarrada: nuito colorido, ritmo e alegria, num belo poema fílmico de memórias. Parabéns! Beijinhos.
M.B.S.
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