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domingo, 27 de maio de 2018

ABRAÇO

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Ai! O que eu faço
Por um abraço!
O que eu não faço
Por teu abraço!

Me contrafaço,
Sem teu abraço!
Me rarefaço,
Sem teu abraço!

Mas me refaço
Com teu abraço!
Eu me desfaço
P'lo teu abraço!

Vai-se o cansaço,
Vem mansidão!
Meu coração
Bate a compasso,
Qual diapasão
Com teu abraço!

Oh! Meu amor,
Traz-me o calor
Com os teus braços,
Sem embaraços,
Cinge-me a ti,
Cerca-me já,
Prende-me a ti!

Momento lindo,
Mas logo findo!
É quando chegas,
É quando partes,
É enquanto ficas!

O teu abraço
É um pedaço
De quietação!
Quanta doçura!
Quanta ternura!

É que esse amplexo,
Nada complexo,
É como um laço
Com que me enlaço:
É o teu abraço!

sábado, 21 de abril de 2018

CONTEMPLAÇÃO GERA GRATIDÃO

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É todos os dias
E a toda a hora
O que me rodeia
Dá-me que pensar!

Imagino então:
O que hei-de dizer?

Contempla sempre e agradece
Eleva ao Alto uma prece!

É a luz forte, que me inunda
Desde o alvorecer
Além de iluminar,
Fortalece  cada ser.
Dá vida a todo o Planeta.
E à hora crepuscular
O Sol tem tonalidades
Que nos fazem deslumbrar!
E antes do anoitecer
Tudo fica num azul
Impossível de contar!
Mas o Sol deixa o seu rasto
Assim que a noite chegar
Pois a luz da nossa Lua
Não passa do seu reflexo.
E há luares inesquecíveis,
Em janeiro e em agosto,
E há noites de Lua Cheia
De beleza sem igual!

A natureza é tão pródiga
Em cenários de encantar
Seja ele um arco-íris
Ou aurora boreal!

Contempla sempre  e agradece
Eleva ao Alto uma prece!

E o verde que nos envolve
Nos jardins, nos arvoredos,
Nas pedras cheias de musgo,
Na montanha ou junto ao mar!

E as flores sem dissabores,
Que desabrocham em cores,
Formas que são de pasmar,
Com perfume singular!
Belos campos, sem cultivo,
Com papoilas, miosótis,
Malmequeres e girassóis!

Contempla sempre e agradece
Eleva ao Alto uma prece!

E a água imensa do mar
E de riachos e rios
Ali p'ra nos hidratar
E toda a Terra regar!
E a brancura das cascatas!
E, no inverno, a da neve!

E os golfinhos e baleias
Mais as suas piruetas!
E as belas aves exóticas
Com seus ricos coloridos
Ou as que cedo chilreiam
E em seus sonoros gorjeios
Estão lá p'ra nos acordar!

Contempla sempre e agradece
Eleva ao Alto uma prece!

E é todo o Universo
Que é tão rico e tão diverso
À nossa disposição!
E  tão belos e diferentes
Cada um dos Continentes!

E aqui ficaria eu
Talvez todo o Santo dia
Sempre e só a contemplar!
Meus amigos, as crianças,
E toda a  gente a passar,
Mais os meus entes queridos,
E eu sempre a meditar!!!

Contempla sempre e agradece
Eleva ao Alto uma prece!




terça-feira, 20 de março de 2018

SENTIMENTOS

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Tu,

És a alegria em cada dia,
A união e a harmonia,
O meu conforto, a companhia
Que bem se quer!

Tu,

Estejas lá onde estiveres,
Pensando em mim, se bem quiseres,
Tu és a imagem mais linda
E dás felicidade infinda!

Tu,

Assim que me chamas, eu vou,
Para ti eu sempre estou
Disponível para tudo
O que quiseres!

Tu,

Sabes que vivo só p'ra ti,
O ar que respiro, o que senti,
Estou sempre a pensar em ti,
A cada instante!

Tu,

Por mais que estejas distante,
Fazes-me sentir confiante.
Tuas palavras são alento,
Que distrai o meu pensamento,
A toda a hora!

Tu,

És alguém que tudo merece,
De quem jamais ninguém se esquece,
Por quem elevo a minha prece,
E meu coração agradece
Só por tu SERES!

Que desçam bênçãos sobre ti,
Dispersas aqui e ali,
Por onde fores
Segue e respeita os valores,
Que te incuti.

E nestes tempos de mudança,
Vai com toda a tua pujança
Mostrar ao Mundo que a abastança
P'ra ti significa ESPERANÇA!

E sê feliz!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FLORA

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O verde macio das folhas das sardinheiras
Contrasta com o rijo das suculentas,
Bem polpudas e com flores verdadeiras!

Heras de cores variegadas
Caem como véu de noiva,
E, ao lado, empertigadas,
Estão as flores do goivo!

Há matizes nas flores,
Que parecem bem espertas,
Atractivas, à porfia,
Vão aparecendo abertas,
A cada um novo dia!

Trepadeiras perfumadas
De beatrizes e jasmim,
Tonalidades amadas
Estão ali, só para mim!

Um bom bálsamo diário
P'ra uma vida dedicada,
Elas são meu relicário
E fico de alma lavada!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

FASES

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Os lábios do vento pousam sobre a minha face, ora numa carícia que apetece, ora fustigando-me a cútis.
Pela minha mente perpassam ideias, boas e menos boas. O Tempo que o vento traz, pode ser favorável ou não, tranquilo ou tumultuoso.
O tom da ventania, sussurrante,  dificulta a comunicação, seja ao vivo ou por telefone.
Sinto-me só, mas confiante. Afinal, se tudo se transformar em vendaval, poderei ser levada a bom porto.

Há uma espécie de inércia, que não é compatível comigo. Sou lutadora, uma loba! Mas este ar em movimento, que já me trouxe tanta felicidade e inspiração, está agora a irritar-me.
O desconhecido porvir apoquenta-me e esta ondulação do ar podia agora beijar-me, com um certo carinho.
O meu olhar fica marejado, sem que eu possa evitá-lo. Estou na rua. Tento parecer bem. É difícil!

Não oiço nada, só o vento, a recordar-me uns instantes, que já foram prenúncio de vivências tão boas!!!
Queria voltar atrás, porém o Tempo é cruel. Deixa-me refazer o caminho ao contrário, só naquele passeio, naquela rua, mas não na Vida!
Seja do Norte ou do Sul, este vento
                                        no momento,
                                        só se afigura um lamento,
                                        que acompanha o meu tormento.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

BOAS FESTAS

A todos os amigos, seguidores ou simplesmente visualizadores do meu blogue desejo muito Boas Festas, na companhia de quem mais amam.
Que 2018 seja o Ano em que todos os vossos sonhos se tornam realidade.
Votos de muita Saúde, Paz, Harmonia e Prosperidades.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

APELO

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Ouve-me!
Pelo menos desta vez,
Em que a brisa está teimosa,
E tudo abana em redor.

Ai!
Que se o seu movimento
Acabasse o teu tormento,
Eu prometia-te a Lua!

Acredita,
Ela iluminaria
O teu interior florido,
Um bom porto, onde me abrigo.

Vês?!
É outono, e quem diria,                               
Que estas folhas rendilhadas,
Constantemente abanadas

Nos juntam!!!
Levam daqui para aí
As minhas fragilidades
À mistura com saudades;

E trazem
Um sabor a maresia,
O som de uma melodia,
Que esse teu sentir me dá.

Acorda!
A Luz sorri para nós.
Aperta bem estes laços
E sente só meus abraços.

sábado, 21 de outubro de 2017

DIVAGANDO!

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Passando o meu olhar, extasiada
Neste jardim pequeno, mas que encanta
Fico horas e horas deslumbrada
Com a variedade e a beleza tanta!

E sinto as minhas mãos amaciadas,
Como folhas, que protegem a flor
E o contraste de cores, tão alargadas
Faz-me sentir um grande, grande amor...

...À Natureza, que me atrai, por norma:
São cravos, avencas, trepadeiras,
Cada qual com mais bonita forma
E todas, para mim, tão verdadeiras!

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Com elas falo, e rio, e, se me entendem,
Porque a cada dia é uma surpresa,
Sinto uma simbiose:- O que pretendem?
-Pergunto eu, mais que elas, indefesa.

Tão gratificante é vê-las crescer,
Desabrochando perante os meus olhos,
Que eu já nem sei mais o que fazer,
Sempre a afastar-lhes todos os escolhos.

E é verde, rosa, branco, avermelhado,
E uma profusão de amarelo!
Ao ver, perante mim, tudo orvalhado,
Cada manhã é um momento belo!

E os cravos a abrir, - oh! que consolo!
Coroando toda a cerca que os segura
São a cereja no topo do bolo
A trazer sempre muita formosura.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O MEU CANTO

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Um lugar sereno,
Ameno e saudoso
Recorda um passado,
Que foi tão ditoso!

Tenho fome e sede
Daqueles momentos:
A família unida,
Só bons pensamentos.

Risos de criança,
A visão da mãe,
Estão cá na lembrança
Vou vivendo bem.

Com força e com luta,
Muita distracção,
Gosto de labuta
E alguma atenção.

O meu pai, ao lado,
Sempre a acompanhar-me:
É este o meu fado,
Bem cheio de charme.

E os dois conversando,
No nosso cantinho,
Lá vamos levando,
Bem devagarinho.

De manhã, o Sol beija
O meu doce lar.
À noite, o satélite
Traz-nos o luar.

E a brisa, que ondula
Meu belo jardim,
Chega-me à medula
E eu fico assim:

Em êxtase, ou triste,
Porque o tempo passa,
Mesmo p'ra quem insiste
E os nós não desfaça.




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

RECORDANDO

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- Sabes que lembranças tenho do meu pai? (Esta pergunta era-me colocada imensas vezes.) E continuava:
- Sentada no seu colo, enfiava os meus dedinhos nos seus lindos caracóis e, com ele, brincava.
E prosseguia:
- O meu pai, enternecido, ficava horas a fio assim, comigo... E éramos tão felizes!!!

Comovida, eu, continuava a ouvi-la, embora este diálogo se repetisse, vezes sem conta, era eu muito menina e ela ainda jovem.
Agora, como eu a entendo!
Também tenho vontade de estar sempre a repetir como foram certas situações que, juntas, felizes vivemos.
Seu pai faleceu com uma terrível pneumonia, tinha ELA três anos de idade.
Três anos de idade!!!
Décadas depois, a saudade ainda imperava, embora as recordações fossem poucas.
Três anos de idade!!!

E continuava:
- Ele estava sempre bem disposto e sabia muito bem tocar violão. Na proa do seu barco, rio Douro abaixo, trazendo o vinho fino (vulgo - vinho do Porto) para as caves em Vila Nova de Gaia, tocava e cantava alegremente. E quando a frota dobrava aquela curva à esquerda, junto à foz do Tâmega, bem perto da nossa casa, a minha mãe dizia:
- Lá vai o vosso pai com mais um carregamento! Não tarda, passará uns belos dias connosco.

O frio do Alto Douro ( ou o intenso calor), a viagem na proa do barco, muitas saídas para os areais, onde juntas de bois das quintas ribeirinhas ajudavam a puxar a frota e a aliviar os remadores, tudo isso culminou na sua fulminante doença.

E eu, tenho a sensação de estar a «ver» aquela «bébé», no colo do seu pai, a entreter-se com os seus cabelos anelados.