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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

UM SENTIDO PARA A VIDA ( PARTE III )

Na nossa vida, a tomada de decisões tem sempre a ver com aquele desejo mais ou menos explícito de auto- realização. Todos os seres humanos procuram UM SENTIDO PARA A VIDA e os crentes, os que acreditam em Deus como Criador e Senhor sabem que podem ter Esperança. Por isso, nunca páram, perseguem sempre o Bem.
Segundo o Pde. Vaz Pinto «nenhum caminhar humano pode realizar total e plenamente nenhum homem.»
Todavia,visto que o homem não existe isolado, mas «num entrelaçado de relações de dependência e solidariedade ao Universo e aos outros homens», ele pode, ao longo da vida, viver algumas mini-realizações pessoais?
Por exemplo, no Zimbábue, o povo vive mal e o seu presidente festeja o seu aniversário encomendando 8 mil lagostas,champagne, caviar, tudo no valor de um milhão de dólares. Se esse dinheiro revertesse a favor do povo faminto!!!.. O povo depende do seu chefe, mas o chefe não é solidário para com o povo.
Entretanto, estão a circular, via Internet, umas imagens que representam um pequeno grupo de árabes, vestidos de acordo com a sua tradição, rodeando e admirando um modelo da marca Mercedes Benz, todo ele construído em ouro branco.
Oh! Vaidade das Vaidades!!!...
Quantos doentes, quantos famintos poderiam ser tratados com o valor dispendido nessa máquina!
Haveria aqui lugar sim para duas realizações pessoais se a aplicação desse capital levasse outro rumo. Quem possui este dinheiro, não se apercebe do sem- sentido das suas atitudes.Trata-se até de um atentado à dignidade intrínseca das populações dos seus países, tão carenciadas em diversas vertentes (muito provavelmente em todas) das suas vidas.
Parafraseando o Pde. Vaz Pinto, dir-se-á que estas atitudes partiram do «Homem, enquanto corpo,animal», pois está «sempre envolvido e dependente dos sentidos», porque, se estes homens atuassem «enquanto espírito, inteligência e vontade», haveria um « dinamismo ilimitado e insaciável» para a prática do Bem.
Estes dois casos são exemplos de que «quando o Deus Vivo e Verdadeiro não é  adorado» aí surgem os «ídolos: o dinheiro,(...) o prazer,o Egoísmo. Bens particulares e finitos transformados em Bens Absolutos, falsos deuses».
 Onde está aqui, a avaliação racional que levou estes humanos a tomarem estas decisões?
Ao ler - se Edmund Pellegrino, ele apresenta teorias de vários autores a propósito da DIGNIDADE HUMANA, e refere que eles fazem uma clara distinção entre dignidade intrínseca e dignidade atribuída. A primeira é a que vem referida nos dicionários. A atribuída é aquela avaliação de valor que cada um atribui a si próprio ou que os outros lhe atribuem.

5 comentários:

Esplendor da Criação disse...

Olá Beatriz.
Só agora vim agradecer e retribuir sua visita em meu blog. Obrigada pelas palavras eu tbm gostei do seu blog e fiquei por aqui. Poesias e reflexões se misturam e elevam nossa alma. Sempre é bom ler e reler sobre a dignidade humana e relembrar nossos valores. Cuidar para não se perder com as mudanças e contradições que o mundo nos apresenta. Um ótimo texto! Bjs, Ieda.

Marte disse...

Tinha escrito algo a este respeito...
tentei postar e não deixou.

manuela barroso disse...

Partindo do pressuposto que toda a virtude, tudo o que o Homem faz tem em vista um fim último- O Amor- tudo o resto, não satisfazendo esta meta, é próprio de seres incompletos e insatisfeitos, tendo como fim a satisfação deles próprios. Não há dignidade porque não vêem mais nada além de si mesmos.
Excelente querida Beatriz.
Aquele abraço!

Anne Lieri disse...

Beatriz,excelente texto e que observamos situações de desigualdade social em todo mundo,infelizmente!Como seria bom se os homens acordassem de seu próprio ego e passassem a enxergar melhor seu irmão!Linda sua msg!bjs

Marte disse...

O altruísmo é a melhor forma de auto-realização. Mas nem todos pensam e sentem assim...E quem não tem valores e é ávido de poder, uma vez lá, fica corrompido. E esquece-se de um princípio basilar da democracia: a representatividade que possui, para agir em nome da Nação, advém-lhe do Povo. Por isso, tudo devia fazer para melhorar as condições de vida do seu Povo, o Povo que o elegeu!
Também nas arábias, o mesmo acontece, sob outra vertente. Aqui não é o poder em si, mas o dinheiro que corrompe as pessoas. Ao invés de o investirem na realização do Bem Comum, utilizam-no para satisfazerem os egos, os desejos mais tresloucados. Vanitas, vanitatis! Que vergonha eu tenho de seres humanos que não vêm para além dos seus umbigos. Bastava que meia dúzia de notáveis e bilionários se juntassem para minorarem a miséria que se vive em alguns países.
A propósito de miséria e auto-centrismo, vi algo que me chocou: um senhor norte-coreano foi condenado à morte, por pelotão de fuzilamento, por ter desenterrado o seu neto e o ter comido, tal era a fome e o desespero de não ter nada para comer. Qual é o acto passível de censura? Fica para reflexão... mas, para mim, não é o acto do avô mas sim de um líder de um país que não se preocupa com o seu Povo.