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terça-feira, 9 de abril de 2013

O FENÓMENO

Quando me tornei blogueira,dei - me conta da quantidade de bons poetas que havia,quer a nível nacional,quer internacional. Perguntei a mim mesma: como é que eu só consigo versejar e os outros brincam com as palavras e, depois, sai um ótimo produto final?!
Falei com o meu pai e ele sorriu. Pedi- lhe se fazia um estudo sobre este fenómeno e o meu pai fez um trabalho digno de ser apresentado em qualquer faculdade.E ainda acha que,o que fez,foi uma síntese.E eu ainda vou resumi - la.
Eis o título: TENTÂMEN DE ESTUDO DO FENÓMENO POÉTICO

« A poesia é da terra porque o poeta é da terra; é arte, não por apreender quaisquer valores ultra - terrenos, mas por conter, em inesgotável possibilidade ecoante, valores humanos.»
   Adolfo Casais Monteiro «De pés fincados na terra»
   Ensaios
   Editorial «Inquérito»,Lda., Lisboa, 1940

INTRODUÇÃO

« O homem encurralado na finitude de qualquer sistema(...) acaba por se desumanizar e auto - negar. O homem sem perspetivas de eternidade é um pássaro engaiolado sem(...)livres voos nos espaços infinitos.»(Adolfo C. Monteiro-«De pés fincados na terra»)
Onde encontrar perspetivas de eternidade, senão nos átrios maravilhosos dos paços encantados da Arte e da Beleza?
Um desses átrios maravilhosos conduz - nos à Poesia.
«Como arte,como criação de algo de belo, a poesia tende a uma linguagem elevada,distinta do modo comum de se expressar.» (António Nobre,Só,4ª edição,Porto, 1921)
Como poderemos, porém, introduzir o nosso espírito nos segredos desse reino maravilhoso?

             O QUE É A POESIA?

Poesia é uma manifestação artística verbal, capaz de produzir beleza e emoções. No entanto, os seus meios de expressão e os seus aspetos estéticos são frutos da inteligência e da sensibilidade. A poesia é ideia - sentimento. Mas um texto será tanto mais belo quanto mais íntima for a relação entre todas as suas partes: o vocabulário, a sintaxe e o estilo, o fundo e a forma do poema. «Ao falarmos de poesia - escreve Maria  Manuela Vieira Noro -, vêm - nos ao espírito duas realidades diferentes. por um lado, aquilo que podemos designar por poesia pura, acto de conhecimento do singular psíquico por meio da fantasia, a que só o próprio sujeito desse conhecimento tem acesso. Por outro, a poesia como texto,resultante da comunicação desse conhecimento a outros sujeitos. Só neste último sentido a poesia se torna realidade objetiva, possível de ser apreendida, e é tendo a obra como ponto de partida que se pode tentar definir o fenómeno poético e os seus efeitos sobre o leitor.»


J.E.Santos (meu pai)

13 comentários:

Mar de Inverno disse...

Muito bonito o seu blogue adorei. Posso adicionar, por favor? Um bom Domingo.

Franciete Filipe disse...

Oi minha linda passei para agradecer a sua visita e dizer que gosto muito de si, não me leve a mal só agora vir mas a idade tudo leva e tudo traz e com ela a perguiça que nunca aqui tinha morado também se apodutou de mim, enfim que fazer, beijinhos de luz e muita paz.

Mara disse...

Boa noite, Beatriz!
Sábias palavras do teu pai pra definir o que é poesia.Gostei do que li.
deixo o meu carinho nas palavras de Mário Quintana...

"Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo..."
Beijo carinhoso...


Luma Rosa disse...

Beatriz, como já escrevi anteriormente, deve ser um previlégio enorme conviver com alguém tão sábio como seu pai. E mais ainda, por ter tanta sensibilidade. Parabéns!! Beijus,

manuela barroso disse...

Minha querida amiga Beatriz,
Parabéns ao teu Pai pelo belo texto sobre a poetica.
Mas olha que o teu irmão é um excelente poeta com muitos livros publicados e que por isso vai ser em breve nosso convidado para uma próxima Sessão Poética.
E quanto à poesia há tantos fatores que dava umas quantas paginas ou não. Ou se sente ou se trabalha mas não sente...
Um grande abraço e muitas saudades!

Beatriz Bragança disse...

Beatriz
Gostei muito do teu blogue. Hoje estou com pressa Au revoir
Paulina

Anne Lieri disse...

Beatriz,como vai? Seu pai é uma pessoa maravilhosa e de grande sensibilidade.Está explicado o seu jeito de ser!...rss...um texto excelente e de imenso aprendizado pra nós!bjs e bom fim de semana!

✿ chica disse...

Beleza de definição de poesia do teu pai.Gostei muito! um beijo pra ti, um abração pra ele.chica

Tamara disse...

He visto que me has dejado un enlace en mi blog, apuntándote al premio, no se si has leído todas las instrucciones, aquí te las dejo...

http://tamaravillanueva.blogspot.com.es/p/reto-250-seguidores.html

Debes colgar el relato en tu blog y dejarme un enlace del post para poder añadirlo a los 17 que ya hay, al igual que tienes que hacerte seguidora, por lo que también te añadiré en mi pestaña de seguidores y en la columna.

Un besazo y gracias.

Anne Lieri disse...

Oi Beatriz!Hoje passei pra reler o seu blog e agradecer sua visitinha sempre tão amiga!bjs e boa quinta!

Humberto Maranduva disse...

Modernamente, a poesia é o resultado da busca de uma infra-significação, de um estado pré-semiológico da linguagem. No poema, o autor procura a abstracção do conceito e o arbítrio do signo, chamando à composição sintagmática de cada verso, toda a potencialidade do significado, através do signo poético, de forma a atingir a transcendentalidade da coisa em si. É a porfia da essencialidade poética que converte o poema numa antilinguagem.
Manuel Bragança dos Santos

Humberto Maranduva disse...

Dou-me conta do seguinte: as pessoas têm necessidade de atenção e reconhecimento, e eu não sou diferente; no entanto, a maioria possui uma consciência deveras obnubilada daquilo que é efectivamente a poesia.

Eu não sou poeta nem escritor, apenas me entretenho a escrever umas coisas, mas ainda assim, e, tendo em conta o panorama geral, enquanto passatempo, isto acaba sempre por ter alguma graça.

Atenção! Não pretendo atingir ninguém! Que fique bem claro!

Manuel Bragança dos santos

Túlia Catalão disse...

Querido amigo ZM;
Concordo plenamente consigo.
Como diz Vasco da Graça Moura cuja figura no nosso panorama literáro dispensa comentários, diz que" a escrita é uma orla inquieta das coisas, uma sombra das figuras".
Quanta "miséria" passeia, quanta pretensão qundo se dizem poetas...
Vai-se poetando como quem passeia pelos jardins recônditos deste eu que nem nós conhecemos...
Abraço