![]() |
Imagem do Google |
Quando menos pensamos, a nossa vida transforma-se de uma maneira absolutamente brutal!
Foi o que aconteceu comigo e me deixou diferente, até sem vontade de escrever. Porém, e apesar de ter consciência da total falta de valor literário e/ou poético, tive, hoje, vontade de publicar esta prosa versificada, que saiu bem do fundo do meu coração.
AMIGAS e AMIGOS, agradeço, desde já, a vossa compreensão.
Estava tão tranquila,
Respirava bem,
Deixei-a dormir.
Sereno, o meu bem!
Noção do dever,
Um'hora mais tarde,
Me fez acordá-la,
Levantando, a medo,
Sua cabeceira.
Bebeu água espessa,
Comeu a farinha,
Estava controlada
A minha mãezinha.
Festejava, então
Seu aniversário:
Parabéns da filha,
Marido e da neta.
Bisneta também
Se fez bem presente.
Todos lhe cantámos,
Parecia feliz!
Só faltava mesmo
Abrir as prendinhas
E fazer a festa:
Fiz-lhe essa promessa.
Já não a cumpri!
Quis ir para o Céu,
Festejar por lá.
Deixou-nos, Deus meu,
A carpir por cá.
A presença da minha mãe igualava-se à recepção de um presente diário, acreditem!