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sábado, 15 de novembro de 2014

À MINHA IRMÃ MARIA CLARA

No dia 14 de novembro, comemoramos o seu aniversário natalício.

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À MARIA CLARA

Ela foi a primeira irmã que eu tive.
Era tão branca e mansa, e pura e linda!
E trouxe aos pais uma alegria infinda!
Brincamos muito as duas, 'inda de bibe!

Veio o tempo do estudo, a correr!
Sua dedicação ultrapassou
O simples facto de um livro ler,
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E uma Bolsa de Estudo arranjou.

E a menina cursou Medicina,
E quando terminou, foi convidada
Para reger, na mesma Faculdade

Uma cadeira que a todos ensina,
Sem nunca poder ser ultrapassada
Tal é o afinco e a boa vontade!

E vai também ao Centro de Saúde,
Manhã e tarde, ou noite, sempre atenta
Aos seus muitos doentes, que amiúde
A procuram, se algo os atormenta.
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Mãe de dois filhos,tem um lindo neto
Que vive lá em casa, todo o dia.
Traz à família 'inda mais harmonia
E todos lhe dedicam muito afecto.

À minha irmã, desejo todo o bem,
Neste dia catorze especial,
Em que se comemora o seu natal.

Um grande abraço meu, de parabéns
E hoje, a prenda que de mim tu tens
É este poema pouco genial.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ALGARVE

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Há um passadiço novo,
De Algar Seco ao Carvoeiro,
P'ra deliciar o povo,
Se não houver nevoeiro.

O Algarve é um postal,
Com bela orla costeira
E o percurso pedonal
Mostra-a tal qual,
Verdadeira!

A Lagoa já oferecia
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Os seus Sete Vales Suspensos!
Lá,nas praias da Marinha,
A andar somos propensos...

...'Té ao Vale de Centeanes.
Palmilhando a região,
Por perto com Palm Gardens,
Há  um factor de atracção:

As grutas e os caminhos,
Janelas p'ra ver o mar,
Precipícios bem altinhos
De respiração cortar!

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Mar que as arribas recorta
Até à "Encarnação"
Dá mais vida à minha aorta,
Em toda aquela extensão.

Em madeira é a construção,
Com bons metros,pois então!
Áreas de contemplação,
E ainda outras de descanso,
Que o remanso...
Faz mui bem ao coração!

E os mais aventureiros
Têm os trilhos p'ra seguir
E até às arribas ir,
Onde  vão usufruir
De locais bem prazenteiros!

(Com base em um texto de Paulo Brilhante,publicado na revista do Expresso, de 20 de setembro de 2014)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

NÓS

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Alegres e divertidas
E bem despreocupadas,
Amigas e muito unidas,
«Trabalhamos para o bronze»,
Até às onze!

No areal, ou piscina.

É verão! Há animação,
De dia como de noite,
Nas ruas de Portimão!

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Vai toda a população
P'ra passear ou nadar.

Na praia há agitação!
Uns pescam e outros...não.

Grupinhos, de mão na mão,
Fazem covinhas no chão,
Esculturas sobre a areia,
Que representam a aldeia,
Todo o tipo de açoteia
E o que lhes apetecer...

Vem a avó agradecer
Aqueles momentos únicos.
Há tanta cumplicidade
Nestas duas gerações
E amor incondicional!!!

Mas, apartadas sem dó,
Já nada mais é igual!

sábado, 2 de agosto de 2014

ESTUDANDO ARISTÓTELES E A POESIA

CEDIDO

Este é o  quarto excerto de um artigo escrito pelo meu pai.

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Na obra de arte deve haver clareza e nobreza de elocução.
A obra será clara e nobre quando, usando as palavras comuns, está semeada de metáforas: o poeta tempera-a  deste modo: dá grandeza à banalidade. Mas também pode cair no barbarismo, se emprega apenas metáforas; ou ser baixo, por causa do exclusivismo das palavras comuns, ou enigmático, se gasta em absoluto termos insignes ou «caros».

Outro requisito: a variedade. «Varietas delectat», segundo o prolóquio latino.
Na opinião do Filósofo, a epopeia tem uma particularidade importante: enquanto a tragédia só pode imitar a acção que está em cena, a epopeia imita muitas partes simultâneas da acção. Ora isto dá grandeza à obra épica, proporciona ao ouvinte o prazer da mudança, e prepara a variedade de episódios dissemelhantes. Aristóteles, Poética, 1459 b, 13 s.

Devem ainda, as obras de arte, ter  uma certa extensão. Como escreve o autor da Poética, «uma coisa pode ser inteira e ter pouca extensão. É inteira aquela que tem começo, meio e fim». E remata: «As fábulas bem constituídas não devem, pois, começar nem acabar num  ponto tomado ao acaso». Idem, ibid., 1450 b 24 - 35.

Só outro requisito mais: a proporção.
A este respeito, escreve: porque « a beleza reside na extensão e na ordem..., um animal belo não pode  ser extremamente pequeno ( porque torna-se confusa a vista quando não dura senão um momento quase imperceptível), nem extremamente grande (porque, neste caso, não o abrange o olhar, mas a  unidade e a totalidade escapam à visão do espectador; imagine-se, por exemplo, um animal que tivesse milhares de estádios(antiga medida itinerária) de comprimento...) segue-se que, se para os corpos e para os animais é precisa uma grandeza tal que se possa abranger com a vista, do mesmo modo é precisa para as fábulas uma extensão tal que a memória possa capturar». Idem, ibid., 1450 b 35 -40; 1450 a 1 -6.

Nem São Tomás disse melhor, quando se exprimiu assim: - «Pulchra enim dicuntur quae visa placent; unde pulchrum in debita proportione consistit, quia sensus delectatur in rebus debite proportionatis». Aquinatis, S. Th., Sum.Th.,Parisiis (ed. 17) q. V, art. IV « Os pequenos podem ser formosos e comensurados - mas não belos». Aquinatis,S. Th., in Libros Ethicorum Aris. ad Nicomacum, Taurini, 1934, Lib. IV, p 249 - 251.

E Platão?
Este filósofo, na opinião de Latino Coelho, é « o mais ilustre continuador da escola socrática. É entre os discípulos do grande mestre o mais genial e inventivo. É por ele que a revolução espiritual que Sócrates promove, se propaga a Aristóteles, o maior e o mais claro entendimento de toda a antiguidade.(...)
Platão é o feliz intermediário entre a ciência popular de Sócrates e a filosofia  profundamente científica de Aristóteles; entre o discurso socrático e o seguido e metódico raciocinar do sábio Estagirita. Porém, entre Platão e Aristóteles, apesar da relação do mestre e do aluno, há  nas doutrinas uma inconciliável discordância. Se o ideal é, em Platão, o assunto de toda a filosofia, a ciência, ao contrário, em Aristóteles, só pode tomar por fundamento o experimental.» Latino Coelho, Demóstenes, Oração da Coroa, Lisboa, 1922 (4ª edição) pág. XVIII.

J.E.SANTOS - meu pai

terça-feira, 24 de junho de 2014

O FENÓMENO POÉTICO

CEDIDO

IDEIAS DE ARISTÓTELES:

Este é o terceiro excerto de um artigo publicado pelo meu pai. O 2º saiu no meu blogue em 21 de maio de 2013.
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Se compararmos a aceitação e divulgação da «Poética» com a aceitação e divulgação das outras obras de Aristóteles, notamos um espantoso contraste: enquanto o seu talento,  em geral,  vibra em «ondas de luz intelectual» e é venerado na Escolástica, a «Poética», no mesmo período, nem sequer é conhecida. Ao invés, na Renascença, em que Aristóteles é desprezado, esta obra suscita algum interesse.
As ideias de Aristóteles sobre a tragédia e a comédia foram transmitidas pelos gramáticos e críticos, mas a «Poética» propriamente caiu depressa no esquecimento. Veio, porém, o Renascimento, ávido das formas clássicas greco-romanas e, com ele, o triunfo desta obra.

A tragédia merece-lhe um estudo metódico e a epopeia também lhe prende a atenção. Não assim a comédia,- embora seja quase certo que lhe dedicou um estudo consciencioso no volume que não viram e não vêem os olhos dos seus vindouros.
«A tragédia é a imitação de uma acção de carácter elevado e completo,... imitação que é feita por personagens em acção e não por meio de uma narração, e que, provocando compaixão e medo, opera a purificação de tais paixões.» Aristóteles, Poética, 1449 b,24-28

«A epopeia vai a par da tragédia enquanto imita, com a ajuda do metro, homens de alto valor moral, mas difere enquanto emprega um metro uniforme e é narração. Difere, também, na extensão: uma esforça-se por acabar, quanto possível, dentro de uma única revolução do sol, ou de ir pouco mais além, enquanto a epopeia não tem limite no que respeita ao tempo.» Aristóteles,op.cit. 1449 b,9-14

«A comédia é a imitação de  homens de  qualidade moral inferior, não em toda a espécie de vício, mas no domínio do risível, que é  uma parte do feio. Porque o risível é um defeito e uma fealdade sem dor nem prejuízo; assim, por exemplo, a máscara cómica é feia e disforme sem a expressão de dor.» Idem,ibidem, 1449 a,31.36

São seis os elementos da tragédia: a fábula, os caracteres, a elocução, o pensamento, o espectáculo e o canto. Ao pensamento pertence demonstrar, refutar, mover à piedade, ao temor,à cólera...Os elementos são estudados um por um.

As fábulas são divididas  em simples ou complexas, conforme as acções. As acções constam de peripécia, de reconhecimento e de  acontecimento patético. As acções formam as fábulas.

A tragédia desdobra-se em : prólogo, episódio,êxodo, canto do coro. Este compõe-se da primeira entrada do coro na cena e da estada. Segue-se o estudo dos caracteres, da verosimilhança e necessidade, e dos diversos modos de reconhecimento; depois, esclarece-nos sobre os episódios...Fala-nos da epopeia: da sua unidade, das suas espécies e partes, da sua extensão e metro, do maravilhoso, da verosimilhança...

Na fábula,já que há a imitação de uma acção, que esta  imitação seja una e inteira, e que as partes estejam unidas de tal forma que, se se transpõe ou corta alguma delas,  todo seja abalado e transtornado.» Idem,ibid., 1451 a, 22-34

J.E.SANTOS,meu pai

sexta-feira, 16 de maio de 2014

MÃE

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Minha mãe,
Colo meu,
Minha Vida,
Alegria incontida,
Um abraço me deu!

Tanto Bem, que me faz
Tê-la perto!
Um concerto,
Melodia,
Todo o dia!

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Sabe ser
E parecer bem feliz!
Isso mesmo
Quer p'ra mim
E o diz!

Aconselha,
Acompanha,
E é firme!
Está atenta!

Quem precisa de quem?!
Sou mais eu!!!
A que mais necessita
E se agita!

Mãe é forte!
 Transmite-me
Um dom!
Pois então!

E eu, aqui,
Senti bem
Que um amor
Maternal
É maior,
Superior,
E contém:
Protecção,
Coração,
Emoção,
Mansidão!

É serena
A presença!
E eu tenho
Pertença!

Assim dura
A ventura!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ao meu irmão ARTUR EDUARDO

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No dia 26 de abril, comemoramos o seu aniversário natalício.
No fim do almoço em que a família se reuniu, li-lhe estas  despretenciosas rimas:

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É um economista talentoso,
Um irmão que me mima sempre mais
É também um bom pai e bom esposo
Oxalá assim fossem os demais!

Já passou por agruras nesta vida,
Mas logo as venceu, que é lutador,
Ao lado da sua família querida
A quem só se dedica com Amor.

Merece tudo o que a vida tem
De bom, bem bom e de muito melhor.
Ao meu irmão mais novo quero Bem.

Só peço a Deus que o guarde, o Senhor
Que o ampare nos dias que vêm
P'ra qu'ele seja sempre um VENCEDOR.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ABSORTA

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Absorta sempre estou,
Em cada amanhecer,
Amando a luz, que chega
Para nos proteger
E aquece! E fortalece!

Absorta permaneço,
Perante uma criança,
Sorriso lindo e grácil,
Enérgica balança,
Que se move, em passinhos,
Da mais bonita dança!

Absorta continuo,
A meio do meu dia!
Há tanta actividade,
Que parece magia!
Tristezas, alegria!
Oh! mas que confusão,
Vai no meu coração!

Absorta vou ficar,
Quando, ao olhar para ti,
Puder verificar
Que tudo o que vivi,
Foi para te encantar:
E estás feliz, aqui!

E eu sou feliz, por ti!

domingo, 6 de abril de 2014

ABSURDO

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Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, ABSURDO é algo contrário à Razão, disparatado, despropositado.
Autores como Jean Paul Sartre e Albert Camus entenderam que significava uma incompreensibilidade.
De facto, como poderemos compreender certas atitudes?!
Se alguém ligado à Psicologia me ler,terá matéria para apresentar e sobre a qual discorrer, em futuras comunicações, pois os exemplos que a seguir se apresentam, infelizmente fazem parte do quotidiano de algumas crianças e jovens.
Comecemos pelo Caso X:
Desde há umas semanas, que as estações de televisão portuguesas nos mostram o que está a acontecer em Inglaterra, com um casal de emigrantes portugueses,pais de 5(cinco) filhos. As crianças foram-lhes retiradas devido a maus tratos e o objectivo era dá-las para adopção. Nas entrevistas apresentadas ficamos ainda a saber que os pequenos íam para a escola sem comerem, que ficavam entregues a si próprios muitas vezes e assim por diante!

Ao trabalhar com psicólogos e responsáveis por jovens,tomei conhecimento de outras atitudes verdadeiramente incompreensíveis:
Caso A:
Um indivíduo, que vive numa família, ocupando (supostamente) o lugar de «chefe», não tem hábitos de higiene. Devia dar o exemplo, contudo, obriga as crianças  a terem  esses hábitos e é extremamente rigoroso. (!!!)
Caso B:
Um senhor, recentemente viúvo e com uma filha, vem encontrar-se com a Directora de Turma, que conhece bem a menina, para lhe implorar que interceda por ele.
Na amargura da perda, depositou todas as suas esperanças na filha e, perante a desobediência obstinada da jovem, castigou-a fisicamente  e a  pré-adolescente logo fez queixa à Polícia. Foi-lhe retirada e colocada numa Instituição em regime de Internato. Ao ver que perdera as suas entes queridas, o senhor estava em desespero e arrependido.
A menina, depois de ouvir a Directora de Turma, manteve-se imperturbável, indiferente ao desgosto do pai.
Este caso fez-me interrogar se não teria resultado melhor, uma terapia ao pai e à jovem, em vez do afastamento, dadas as circunstâncias!
Caso C:
Um dia, um professor de Educação Física, perante um aluno obeso e já com dificuldades de sustentação ma vertical, pediu para falar com o seu Encarregado de Educação.
Este, desempregado, e também com peso a mais, logo compareceu. Tinha alguma formação académica,mas recusou liminarmente fazer o que quer que fosse para alterar a alimentação do filho.O professor de Educação Física advertiu-o para outros problemas que daí poderiam advir.
Já lá vão uns anos!
Que motivos levam um pai a agir desta forma?!

«O homem que não sabe controlar-se a si mesmo, torna-se ABSURDO quando quer controlar os outros.»-texto de autor desconhecido.

quinta-feira, 27 de março de 2014

QUANDO...

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No dia 10 de março, o 77 palavras, da amiga Margarida (77palavras@gmail.com) lançava este dasafio:

Escrever 7 frases de 11 palavras.
Cada frase vai repetir uma destas palavras: SEMPRE/QUANDO/PERGUNTAS-ME
Os textos são posteriormente lidos aos microfones da Rádio SIM, de Lisboa.

Este foi o texto que redigi e foi publicado:

Quando vos deixei, senti que me faltava chão debaixo dos pés!
Quando estava à espera do meu transporte, só pensava em vós.
Quando geograficamente me afastava, o meu pensamento insistia em permanecer convosco.
Quando aterrei, pensei sufocar na imensidão dos quilómetros que nos separavam!
Quando adormeci, todos os  sonhos me conduziam até à vossa presença.
Quando, horas depois, acordei, voei para onde o meu coração ansiava.
Quando o dia passa devagar, concluo que só vos quero abraçar!