Seguidores

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PARA TI

Imagem do Google
Onde estás tu, agora,
Minha flor?

Recordo-te a toda a hora,
Reflectida em todos os espelhos
De água,de vidro ou de qualquer matéria!

A calma que me trazes
Não tem preço!
Tu foste, para mim,
Um recomeço,
Um renascer,
Imagem do Google
Um outro bom viver!

Cada rosa que encontro, és tu, ali;
Cada planta que brota
Faz-me pensar em ti;
Cada pétala perfumada
É um pouco tua;
E por montes e vales
Bem verdejantes,
No silêncio entrecortado
Dos meus passos,
Sinto-te aí.
Imagem do Google

Tu esvoaças com graciosidade,
E ocupas sempre todo o meu pensamento,
Tal como as garças que têm sempre calma.

Se soubesses o Bem que fazes
À minha alma!!!

                        Para ti,Leonor


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

BAILADO

Imagem do Google
Passo num jardim,
Com muito arvoredo;
Caem sobre mim
Folhas,
Em segredo.

Depois vão para o chão.
Como sopra vento,
Fazem um pião,
Estão em movimento.

Vão de mão na mão
Para ti,amiga-irmã Manuela,hoje,dia 25 de outubro,pelo teu aniversário
E fazem rodinhas;
Vão, num remoinho,
As belas folhinhas!

Umas são castanhas,
Outras amarelas,
Ou avermelhadas.
Que lindas
São elas!

Vão em corrupio,
Vão sempre a dançar,
Formosas folhinhas,
A me acompanhar.

E enquanto ando
E elas bailando
No seu redemoinho,
No seu rodopio

Acabo chegando,
Ao meu doce lar,
Nesta companhia:
folhas a bailar!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

UM ANO

Faz hoje um ano que a minha grande amiga Manuela Barroso me enviou uma mensagem dizendo:
Tens um blogue.

A todos os que me deram,desde o início, incentivos para continuar aqui,o meu muito obrigada.
Fiz muitas amigas e muitos amigos,em Portugal e no estrangeiro.
Agradeço todas as palavras de carinho que veiculam,quando me comentam.
É tão bom fazer amigos!!!

Faço minhas as palavras de Ralph Waldo Emerson (Ensaios,I:«Amizade», séc.19):
UM AMIGO PODE SER CONSIDERADO A OBRA-PRIMA DA NATUREZA.

Imagem do Google
Para ti,amiga Manuela
Hoje o meu blogue completa um ano
De alegrias e satisfações.
Embora não fosse parte d'um plano
Caiu assim,do Céu, aos trambolhões.

Oh! grande amiga!Que ideia tiveste!
Realizar uma tão bela acção!
Nem imaginas o quanto me deste!
Acalentando, assim, meu coração.

Nele eu me expresso, em simples mensagens
Dependendo do tema, em prosa ou verso.
Protesto, mostro e chamo à atenção.

Quero chegar a todas as paragens,
A todos os leitores do Universo.
Mudar o Mundo é a minha pretensão.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AO MEU IRMÃO JOSÉ MANUEL

O meu irmão,além de ser autor de outros escritos, é poeta,contista e romancista.
No próximo dia 18 de outubro,pelas 21 horas,na Biblioteca Municipal Dr. Vieira de Carvalho, na Maia, terá lugar a apresentação do seu romance histórico «O CHÃO DOS SENTIDOS»,feita pela nossa grande amiga Manuela Barroso.
Também tem um blog - ANGULUS RIDET
http://maranduvaline.blogspot.com

Imagem do Google
No dia 8 de outubro
Nasceu este meu irmão.
Meus pais ficaram ao rubro:
Têm um casal, então.

E o menino era lindo!
Tão lindo quanto travesso!
Brincava e pulava,rindo
E punha tudo do avesso.

Até subia ao telhado
E a casa era bem alta,
Pensava que era alado!
Assustava toda a malta.

Mas o menino cresceu,
Tornou-se um sério senhor.
E agora,digo-vos eu,
Ele é um grande escritor!

Além de livros que publica,
Planta árvores com frequência.
À família se dedica:
Três filhos querem influência!

Quando escreve, faz pesquisa.
Não diz nada por dizer.
Eu não sou sua juíza,
É só comprar livro, e ler.

Neste dia especial,
Que é o do seu nascimento,
Façamos um arraial
P'ra celebrar o momento.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AUSÊNCIA

Imagem do Google
Sou, por feitio, feliz
E sempre muito optimista;
Vou consolando quem diz
Estar sempre na negativa
E não viver como quis.

Mas tenho um espinho encravado,
Dentro do meu coração:
Só por não estar lado a lado,
Ou viver em comunhão
Com quem por mim é amado.

Os pais vivem a Oriente,
Eu, no centro da cidade,
Filha e netas lá no Sul;
Por mais que eu seja consciente,
Eu sinto mesmo é Saudade.

Dela, às vezes, fico alheia,
Quando vou até à aldeia
E passo uns dias com os pais;
Pois, na cidade, o espaço
Para nós todos, é escasso.

Eu tenho as meninas longe,
Mas do longe se faz perto.
Para afastar a Saudade
E sentir Felicidade
Atravesso até o deserto.

E então, de vez em quando,
Ando de cá para lá;
Ora nos ares,navegando,
Ou no comboio, trilhando
Terras aqui e acolá.

Até que chego ao destino.
E então é um desatino
E Felicidade só:
Para as meninas,p'rá mãe
E muito mais para a avó.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EMIGRAÇÃO

Imagem do Google
A RÁDIO SIM,de Lisboa,através da amiga Margarida Fonseca Santos,lança vários desafios.
Este, consistia em escrever uma história em 77 palavras,das quais 7 começadas por TRANS (não necessariamente prefixo).
Resolvi aceitar:

Transpus a porta e logo o vi.
 Desde o ano transacto que não lhe punha a vista em cima. Soube que,agora,era um transalpino, devido à situação de desemprego que grassa no nosso país.
Muitos transarianos tentam chegar até aqui, mas,mais vale entrar num transatlântico e tentar a sorte noutras paragens.
Para não se entrar em transe, o melhor é emigrar.
Fiquei muito feliz por saber que tinha transformado a sua vida positivamente.
Abraçámo-nos e despedimo-nos.

(O primeiro DESAFIO a que respondi «Um 31!», foi lido na RÁDIO SIM,no passado dia 5 de setembro e está no You Tube,para quem quiser ouvir.Faz também parte das publicações deste blog.)

sábado, 21 de setembro de 2013

AO MEU PAI

Por ocasião do seu 90º aniversário:

Imagem da Net
Noventa anos!Que beleza!
Senectude? com certeza,
Mas só p'la numeração,
Pois seu grande coração
É o de um jovem,com firmeza.

Bem cedo deixou o lar,
Para bem longe ir estudar.
Foi andando,sem falhar,
Mas a sua vocação
Ai!,não era aquela,não!

E p'ra trabalhar,saiu.
Depressa se consumiu,
Mas cultura adquiriu,
Que o fez sempre avançar
E,pela vida,lutar.

Encontra uma bela jovem
E lá decidem casar.
Conjugam o verbo Amar,
Sabem família fundar:
São nove filhos,no lar.

E depois dos filhos,netos
E depois,então,bisnetos:
Têm um clã de encantar.
Todos juntos,neste dia,
Estamos cá,p'ra festejar.

E queremos desejar
Saúde e longevidade,
Alegria por cá estar
Muitos anos,sem idade
E sempre com bem-estar.

E eu,particularmente
Um abraço quero dar.
Quem me ensinou a ser gente
Eu nunca vou olvidar:
Amarei profundamente.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

BARROSO/BRAGANÇA

Imagem da Net
Recebi esta quadra da minha amiga MANUELA BARROSO:

Pedaços de um tempo ido
bocadinhos de memória
que em poucos minutinhos
são páginas da nossa história.

BEATRIZ DE BRAGANÇA:

Esses pedaços de tempo
Passaram, isso é verdade,
Mas ficaram na memória.
São um começo de vida
O início da minha história.

Se voltasse para trás,
Pela mesma trajectória,
Seguiria os mesmos passos.
Parece que vejo os traços
Dos caminhos que são glória.

Trabalhos no campo via,
Jogava às cartas e lia,
No piano me encantava:
Ora tocava ou cantava
E,assim,feliz,vivia.

MANUELA BARROSO:

Mas atrás de um tempo,
outro depois seguirá
não somos mais que o vento
mas fruto de um momento
e o que for,será.

Às vezes rasgo saudades,
outras vezes saudades sinto,
conforme a realidade
mas não quero nem consinto
o fel da inverdade.

Sabes, aquele tempo feliz
em que tudo era pureza?
Já nada o faz regressar
para voltar a cantar
com os melros, a Natureza.

sábado, 31 de agosto de 2013

MINHO/DOURO LITORAL

Imagem da Net
Diz a minha grande amiga MANUELA BARROSO (MINHO):

Laçarote na cabeça
e de vestido bordado
com flores e coelhinhos,
o cabelo em desalinho
e as bonecas ao lado.

Continua BEATRIZ DE BRAGANÇA (DOURO LITORAL):

Imagem da Net
Também usei laçarote,
Os cabelos penteados,
E vários bibes bordados,
P'ra ter vestidos cuidados;
E brinquei com as bonecas

Só ao Domingo,ajuizai,
Porque uma era espanhola,
Oferecida por meu pai.
Sua cabeça virava,
Olhos: abria e fechava.

Se lhe desse a mão, andava
E, comigo, passeava.
Era linda e bem vestida.
Numa alegria incontida,
Guardei-a num gavetão.

Ainda existe,está deitada.
Conserva-se como então,
P'ra minha satisfação.

MANUELA BARROSO:

Imagem da Net
Ah e agora me lembro
aquelas bonecas de gesso
pintadas da cor da carne!
Eram de papelão feitas
e tinham tal formosura
que já tê-las era fartura!

O pior vinha depois
quando caía a tardinha:
mal o sol se escondia
sobe Né para a salinha

E lá ficava a boneca
esquecida no jardim
e vinha o orvalho da noite
ou a chuva miudinha
amolecia o brinquedo
que era parte de mim!

Agora
era um pedaço inerte
sem as formas definidas.
Sem ela nada mais me diverte.
E assim é com a vida
Somos pedaços de gente
esvoaçando sorrisos
mas vem o sol da noite
e somos gesso caído!





quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DUETO NACIONAL

Imagem da Net
MANUELA BARROSO

Penduradas nas latadas
sorriam as uvas pretas
contrastando com os lilazes
na sua cor violeta.

BEATRIZ DE BRAGANÇA

No meu quintal,as latadas
De uva preta,branca e rosa
Passavam de uva a vinho,
Imagem da Net
E eram engarrafadas
P'ra renderem dinheirinho.

Também se vendia à pipa,
E era certo o comprador
O branco era qual «Champagne»
P'ra muito apreciador
Que tenha quem o acompanhe.

Havia uma uva branca
Chamada «dedos de dama».
Saborosa e rijinha,
Muito,muito compridinha
E daí lhe vinha a fama.

Era uma uva de mesa
Tal como as de cor de rosa:
Muito doce,com certeza,
Além da sua beleza
E da sua cor formosa.

MANUELA BARROSO

Nessa quinta tão prendada
e tão pertinho do Douro
não admira que as damas
tivessem dedos de ouro.

Verdes eram os meus cachos,
no meu quintal do Minho,
caindo em lágrimas verdes
de uvas e vinho branquinho.

Das quintas vinham as pipas
em grandes carros de bois
era uma festa das rijas
o pior era depois:

Trasfegado o vinho verde
e mais delícias das quintas
era agora matar a sede
dos bois,mortos de fadiga
enquanto, deitada na rede,
ainda não pensava na «vida».

Hoje
tudo é passado
ontem
tudo era curioso
amanhã
tudo será ou não
agora
nem certo,nem duvidoso.