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E sempre muito optimista;
Vou consolando quem diz
Estar sempre na negativa
E não viver como quis.
Mas tenho um espinho encravado,
Dentro do meu coração:
Só por não estar lado a lado,
Ou viver em comunhão
Com quem por mim é amado.
Os pais vivem a Oriente,
Eu, no centro da cidade,
Filha e netas lá no Sul;
Por mais que eu seja consciente,
Eu sinto mesmo é Saudade.
Dela, às vezes, fico alheia,
Quando vou até à aldeia
E passo uns dias com os pais;
Pois, na cidade, o espaço
Para nós todos, é escasso.
Eu tenho as meninas longe,
Mas do longe se faz perto.
Para afastar a Saudade
E sentir Felicidade
Atravesso até o deserto.
E então, de vez em quando,
Ando de cá para lá;
Ora nos ares,navegando,
Ou no comboio, trilhando
Terras aqui e acolá.
Até que chego ao destino.
E então é um desatino
E Felicidade só:
Para as meninas,p'rá mãe
E muito mais para a avó.

