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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

BARROSO/BRAGANÇA

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Recebi esta quadra da minha amiga MANUELA BARROSO:

Pedaços de um tempo ido
bocadinhos de memória
que em poucos minutinhos
são páginas da nossa história.

BEATRIZ DE BRAGANÇA:

Esses pedaços de tempo
Passaram, isso é verdade,
Mas ficaram na memória.
São um começo de vida
O início da minha história.

Se voltasse para trás,
Pela mesma trajectória,
Seguiria os mesmos passos.
Parece que vejo os traços
Dos caminhos que são glória.

Trabalhos no campo via,
Jogava às cartas e lia,
No piano me encantava:
Ora tocava ou cantava
E,assim,feliz,vivia.

MANUELA BARROSO:

Mas atrás de um tempo,
outro depois seguirá
não somos mais que o vento
mas fruto de um momento
e o que for,será.

Às vezes rasgo saudades,
outras vezes saudades sinto,
conforme a realidade
mas não quero nem consinto
o fel da inverdade.

Sabes, aquele tempo feliz
em que tudo era pureza?
Já nada o faz regressar
para voltar a cantar
com os melros, a Natureza.

sábado, 31 de agosto de 2013

MINHO/DOURO LITORAL

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Diz a minha grande amiga MANUELA BARROSO (MINHO):

Laçarote na cabeça
e de vestido bordado
com flores e coelhinhos,
o cabelo em desalinho
e as bonecas ao lado.

Continua BEATRIZ DE BRAGANÇA (DOURO LITORAL):

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Também usei laçarote,
Os cabelos penteados,
E vários bibes bordados,
P'ra ter vestidos cuidados;
E brinquei com as bonecas

Só ao Domingo,ajuizai,
Porque uma era espanhola,
Oferecida por meu pai.
Sua cabeça virava,
Olhos: abria e fechava.

Se lhe desse a mão, andava
E, comigo, passeava.
Era linda e bem vestida.
Numa alegria incontida,
Guardei-a num gavetão.

Ainda existe,está deitada.
Conserva-se como então,
P'ra minha satisfação.

MANUELA BARROSO:

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Ah e agora me lembro
aquelas bonecas de gesso
pintadas da cor da carne!
Eram de papelão feitas
e tinham tal formosura
que já tê-las era fartura!

O pior vinha depois
quando caía a tardinha:
mal o sol se escondia
sobe Né para a salinha

E lá ficava a boneca
esquecida no jardim
e vinha o orvalho da noite
ou a chuva miudinha
amolecia o brinquedo
que era parte de mim!

Agora
era um pedaço inerte
sem as formas definidas.
Sem ela nada mais me diverte.
E assim é com a vida
Somos pedaços de gente
esvoaçando sorrisos
mas vem o sol da noite
e somos gesso caído!





quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DUETO NACIONAL

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MANUELA BARROSO

Penduradas nas latadas
sorriam as uvas pretas
contrastando com os lilazes
na sua cor violeta.

BEATRIZ DE BRAGANÇA

No meu quintal,as latadas
De uva preta,branca e rosa
Passavam de uva a vinho,
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E eram engarrafadas
P'ra renderem dinheirinho.

Também se vendia à pipa,
E era certo o comprador
O branco era qual «Champagne»
P'ra muito apreciador
Que tenha quem o acompanhe.

Havia uma uva branca
Chamada «dedos de dama».
Saborosa e rijinha,
Muito,muito compridinha
E daí lhe vinha a fama.

Era uma uva de mesa
Tal como as de cor de rosa:
Muito doce,com certeza,
Além da sua beleza
E da sua cor formosa.

MANUELA BARROSO

Nessa quinta tão prendada
e tão pertinho do Douro
não admira que as damas
tivessem dedos de ouro.

Verdes eram os meus cachos,
no meu quintal do Minho,
caindo em lágrimas verdes
de uvas e vinho branquinho.

Das quintas vinham as pipas
em grandes carros de bois
era uma festa das rijas
o pior era depois:

Trasfegado o vinho verde
e mais delícias das quintas
era agora matar a sede
dos bois,mortos de fadiga
enquanto, deitada na rede,
ainda não pensava na «vida».

Hoje
tudo é passado
ontem
tudo era curioso
amanhã
tudo será ou não
agora
nem certo,nem duvidoso.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DUETO INTERNACIONAL

BEATRIZ

Rio Douro
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Sou natural de Sardoura,
Que é no Douro Litoral.
Nasci bem perto de um rio,
Que é internacional,
Pois vem lá do Urbion
E tem foz em Portugal.

Tem um caudal lamacento,
Nunca se lhe vê o fundo
P'ra muitos foi um tormento...

DORLI
LUA SINGULAR

BOTELHOS,Minas Gerais
Apesar de gostar das praias do Brasil,
Fui nascer escondida nas montanhas,
Nas alvas águas quentes ao natural,
Entre matas e belas árvores frutíferas,
Botelhos, Minas Gerais,sem canavial,
Hoje vivo na terra da cana, Palmeiras.

BEATRIZ

Palmeiras e bananeiras,
Abacates,canaviais,
Embora mais brasileiras,
Encontram-se nos quintais
Do casarão dos meus pais,
Que é longe por demais.

Temos de usar transporte
Para chegar até lá.
Leva uma hora,com sorte.

DORLI

Os abacates e os canaviais,
Nós temos só nos arredores,
Nos quintais tem nada mais,
Só piso frio nos corredores.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MANUELA e BEATRIZ

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MANUELA

Ah e os morangos escondidos
nos valados do quintal
faziam as minhas delícias
no passeio matinal.

BEATRIZ

Lá em casa, os morangueiros
Davam frutos bem mimosos.
Todos eram lambareiros,
Mas só podiam provar
A sobremesa,ao jantar.

Com «chantilly» ou açúcar,
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Eram de chorar por mais
Mas outra fruta que havia
De bom grado se comia:
Era boa por demais.

O «chantilly» era feito
Com leite do nosso gado.
Nossa Vóvó tinha jeito:
Era manteiga,eram natas,
Tudo p'ra nosso proveito.

terça-feira, 30 de julho de 2013

ORA TU/ORA EU

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MANUELA BARROSO:
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Debaixo das laranjeiras
o perfume das flores
embriagava os sentidos
um êxtase de tais odores.

BEATRIZ DE BRAGANÇA:

Laranjeiras brasileiras,
Sanguíneas,oh!laranjal!
Faziam nossas delícias
Pululavam no quintal,
Com frutos,como carícias.

Sumarentas,saborosas
Consolavam os sentidos
Do gosto,olfacto e visão:
Dourado em meio do verde,
E as flores tinham função:

Noiva que virgem casava,
Tinha no ramo estas flores,
Toda a gente observava
E pelos dedos contava
Nove meses,dos amores.

Se o bébé antes nascia,
Lá se ia toda a magia:
População apupava
A noiva, que a enganou,
E o ramo a Deus ofertou.

MANUELA BARROSO:

Mas o símbolo das flores
Não são os símbolos da alma
Nem todas as pétalas são
A pureza dos amores
Nem todo o amor traz a calma

Da flor de laranjeira
Com seu odor delicado
Vejo antes a beleza
Deste eu para ser amado:
Ser mãe é sua GRANDEZA!

Esta eterna desigualdade
Entre homem «sábio» e mulher
Dói muito no coração
Na era da igualdade
Pois a maior dedicação
Não está no corpo
Mas nas mãos,alma da Humanidade

terça-feira, 23 de julho de 2013

ENCURTANDO DISTÂNCIAS

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Um dia,um ser bem pensante
Com a sua Sede em Dublin
Proporcionou ao viajante
Deslocar-se,num instante,
Por pouco mais de um xelim.

Já todos adivinharam
Que falo da Ryanair:
As viagens encurtaram,
Os preços diminuíram,
E viaja quem quiser.

O que levava seis horas,
Faz-se em cinquenta minutos,
Pois vamos do Porto a Faro,
Sem escalas,sem demoras,
E sem pagar muito caro.

Tripulação bem treinada:
Pilotos e comissários,
Chegando à hora marcada,
Uma corneta afinada
Serve-nos de emissário.

A música é irlandesa,
Pois que,e eu tenho a certeza,
É sempre ouvida por muitos:
Cidadania inglesa,
Francesa e bem portuguesa.

Segurança absoluta,
Todos sabemos que temos.
Lá, voamos como aves,
E, o ter mais duzentas naves,
Diz que Ryanair é arguta.

Graças a ela,consigo
Ver mais vezes a família.
E assim,todos os meses,
Sei que voo,sem reveses,
Nesta grande companhia.

Ryanair,oh Ryanair!
O que seria de mim?
Se não existisse,enfim
Um belo transporte assim
Que movimenta quem quer.


BEATRIZ DE BRAGANÇA SANTOS  (Como cliente,sou MARIA SANTOS).

Para quem não conhecer,Ryanair é uma companhia aérea de baixo custo.Não me admira nada que,dentro em breve,ela inclua, nos seus itinerários,viagens para outros continentes.(Já vai a África).




domingo, 14 de julho de 2013

A PARTIDA

Que sensação tão diversa
A da chegada e partida!
Na primeira,é só conversa,
Na outra...toda caída,
Seja à 2ª ou à 3ª.

Deixar p'ra trás quem amamos
É bem triste solução
Não há arrufada, biscoito ,
Nada que nos ofereçamos
Vai mudar a situação.

Só penso como aguentar,
Sem perder minha razão.

Já me apetece voltar!...

Vou esquecer que, agora não.
Agora, é mesmo p'ra andar,

Para o Norte, aonde vivo
Me sinto como um cativo,
Num cenário bem diferente,
Conhecendo toda a gente,
Mas...sem meus amores comigo.

Tomo um chá, p'ra relaxar,
Esboço o melhor sorriso,
Só para ninguém chocar.
E lá vou,com muito siso,
Após todos abraçar!!!...


BEATRIZ de BRAGANÇA SANTOS

domingo, 7 de julho de 2013

O REENCONTRO

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Descendo pela auto - estrada,
Ou em linha reta ou curvas,
Sinto uma certa apreensão:
Vejo o fim da solidão
A acabar daqui a nada.

E o meu coração arrisca
A saltar bem mais veloz
Pelos perigos da pista
E por chegar, breve, a vós.
Seis horas é mesmo atroz!

Lá vamos calcorreando
Planícies, várzeas, charnecas
Sempre tudo assinalando,
P'ra não ter pneus carecas
E ver paisagens, passando.

São verdes de vários tons,
Amarelos, rosa vivo,
Há lavandas, miosótis,
Muitas espigas de trigo.
Já estamos no Alentejo!!!

Eis que chegamos ao sul:
Não há terra, o mar começa
Está bom tempo, o céu é azul
E vejo as minhas meninas
Sempre, na minha cabeça.
.......................................
São abraços, são beijinhos,
Muitas trocas de miminhos.
-Tu estás muito maior!
-E tu,com caracolinhos!
E a mãe, cada vez melhor!


Beatriz de Bragança Santos

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sobre a TERNURA

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Outras pessoas também raciocinaram sobre a TERNURA.

«É a beleza que começa a agradar e a TERNURA completa o encanto.»
                                                                 BERNARD FONTENELLE

«Nada é pequeno no amor.Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua TERNURA, não sabe amar.»
LAURE CONAN

«Os braços de uma mãe são feitos de TERNURA e os filhos dormem profundamente neles.»
                                                                                                                 VICTOR HUGO

«A necessidade é a melhor mestra e guia da natureza. A necessidade é TERNA e inventora, o eterno freio e lei da natureza.»
LEONARDO DA VINCI

«O homem que não conhece a dor, não conhece a TERNURA da humanidade.»
                                                                        JEAN JACQUES ROUSSEAU

«A poesia dos poetas que sofreram é doce e TERNA. E a dos outros, dos que de nada foram privados,é ardente,sofredora e rebelde.»
      CLARICE LISPECTOR

«Quando vejo uma criança,ela inspira-me dois sentimentos: TERNURA pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser.»
LOUIS PASTEUR

«Temo a tua natureza;ela está demasiado cheia do leite da TERNURA humana para que sejas capaz de seguir o caminho mais curto.»
WILLIAM SHAKESPEARE

«O povo deve ser educado com o mesmo cuidado e TERNURA com que um jardineiro cultiva uma árvore frutífera de estimação.»
     JOSEPH STALIN

«Todo o bem que eu puder fazer,toda a TERNURA que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho.»
                                                                                                                        JAMES GREENE